La filósofa, escritora, ensayista y docente argentina dialogó con Télam a propósito de la coyuntura mundial actual en medio de la pandemia de coronavirus y sobre el mandato de “aprovechar el tiempo”.

 

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La filósofa chilena, en diálogo con el portal El Desconcierto, habló sobre el impacto social del COVID-19 y sus implicancias en la forma en la que se desarrolla la política actualmente.

 

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Maria Clara Dias es Doctora en Filosofía por la Freie Universität Berlin (1993), Magister en Filosofía por la Pontificia Universidad Católica de Río de Janeiro y Licenciada en Psicología por la Universidad Estatal de Río de Janeiro. Realizó posdoctorados en las universidades de Connecticut, Oxford y Tulane. Actualmente es profesora en la Universidad Federal de Río de Janeiro, donde integra el Programa de Posgrado en Filosofía y el Programa de Posgrado Interinstitucional e Interdisciplinario en Bioética, Ética Aplicada y Salud Pública. Es la coordinadora del Centro de Ética Aplicada y del Centro de Inclusión de la Universidad Federal de Río de Janeiro e investigadora del CNPq en Brasil.

Entrevistamos en exclusiva a Maria Clara Dias, quien forma parte del Comité Consultivo de la Red de Mujeres Filósofas de América Latina, acerca del rol de las mujeres en la filosofía, la discusión filosófica contemporánea en general y la filosofía latinoamericana en particular.

 

¿Cuál cree usted que es la relevancia de la enseñanza de la filosofía a les jóvenes de hoy?

Na era das “Fake News”, o filósofo pode, como na antiguidade, auxiliar na distinção entre meras opiniões e opiniões bem formadas ou conhecimento. Pode auxiliar na avaliação crítica de formas de pensamento hegemônicas e identificar formas estruturais de opressão. Pode buscar a coerência argumentativa e reforçar o compromisso com o oferecimento de razões públicas no fórum de debate. Nos dias atuais, ele deve, mais do que nunca, promover o pensamento crítico, para que os jovens possam refletir melhor sobre o mundo no qual estão inseridos e repensar novas formas de se relacionar com o seu entorno: com os demais seres humanos, com os animais não humanos e com todo o meio-ambiente.   

 

¿Cómo ve la situación de las mujeres cis y transexuales que trabajan en el área de filosofía en su país de pertenencia?

O número de professoras de filosofia no Brasil tem aumentado bastante nos últimos anos. Contudo, há ainda uma grande defasagem entre o número de mulheres que ingressam no curso de graduação em filosofia e o número de mulheres que seguem a carreira. Já nos cursos de mestrado e doutorado o número de mulheres é bem menor do que o de homens. A área é muito resistente a qualquer medida de ação afirmativa para alterar este quadro. As duas tentativas de estabelecer cotas para pessoas trans no programa de pós-graduação em Filosofia da UFRJ (PPGF) foram embargadas por decisões judiciais. A Filosofia no Brasil ainda vive sob a hegemonia de uma estrutura heteronormativa machista. Nos grandes eventos do país, as mulheres ainda não ocupam lugar de destaque, mesmo quando são homenageadas, como ocorreu no encontro nacional de pós-graduação em filosofia, realizado em Vitória em 2018.   

 

¿Qué tópicos considera acuciantes para la discusión filosófica hoy en día? ¿Cómo cree que podría instrumentarse una revisión del canon filosófico para darle más visibilidad a las mujeres filósofas pertenecientes a su país y también a nivel global?

Nos nossos países creio que os tópicos que envolvem justiça, democracia e ética são os fundamentais. O mais importante, contudo, é que sejam pensados a partir das questões que afligem o sul global. Um dos maiores problemas da filosofia no Brasil e, suponho, em vários países da América Latina, é a subordinação ao pensamento norte americano e europeu. Precisamos descolonizar o pensamento e tornar a história da filosofia um instrumento que nos ajude a refletir e não o fim último de nossa produção intelectual. Este processo de descolonização trás consigo a recusa de um padrão de pensamento machistas, racistas e elitistas, garantindo a expressão e visibilidade a mulheres cis, a mulheres racializadas e a mulheres que rompem com o modelo cisheteronormativo hegemônico.     

 

¿Qué filósofas latinoamericanas lee habitualmente o ha leído y nos puede recomendar como referentes de la región o de su país?

No Brasil até hoje a academia permanece focada na leitura dos textos “clássicos”. Durante a minha formação, praticamente não tive contato com autores brasileiros ou latino-americanos, em geral. Os cursos privilegiam a história da Filosofia e abordagens temáticas são colocadas à margem. Sempre trabalhei tematicamente, por isso, sempre busquei vozes que pudessem responder melhor às questões pertinentes à sociedade na qual estou inserida. Com as minhas alunas de outras áreas, descobri o feminismo decolonial e hoje tenho lido Maria Lugones; Ochy Curiel; Gisela Espinosa Damián e entre autoras do sul global. Acredito que a melhor produção da América Latina ainda está por vir e será fruto de um pensamento enraizado e comprometido com a nossa sociedade.

 

¿Cuál/es cree que es/son el/los impacto/s central/es de la actual pandemia sobre las mujeres?

Acredito que a atual pandemia fará com tenhamos que refletir sobre a nossa atual forma de vida. Somos individualistas e desaprendemos a encarar o sucesso como algo que devemos alcançar coletivamente.  Somos consumistas e agregamos à nossa vida bens totalmente desnecessários, negligenciando demandas alheias e os limites no próprio ecossistema. 

As mulheres racializadas e periféricas estão entre os grupos que mais sofrerão com a crise econômica que resultará da pandemia. Isso porque elas já sempre pertenceram aos segmentos mais veneráveis da sociedade. Em determinadas regiões do Brasil, observa-se um aumento da violência doméstica, mais especificamente, da violência contra as mulheres, durante o atual período de confinamento. Políticas públicas urgentes precisam ser desenhadas para minimizar tais efeitos.  

Para além disso, precisamos rever nossos valores e abandonar nossa arrogância especista. Nós mulheres, há vários séculos, temos aprendido a viver sob uma lógica distinta a do poder e da razão iluminista. Temos incessantemente exercitado as virtudes da tolerância, da modéstia, da atenção e do cuidado com outro. Temos, portanto, muito a ensinar sobre um modo distinto e, certamente, mais promissor de estar no mundo. É hora de assumirmos uma narrativa efetiva sobre o futuro que queremos para o mundo pós-pandemia.

La filósofa y escritora norteamericana se refirió a la pandemia de Coronavirus (COVID-19) que afecta a todo el planeta y a sus implicancias sociales, culturales y políticas.

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La filósofa Ana Carrasco-Conde nos comparte una gran reflexión acerca del Coronavirus y los tiempos que corren con una interesante perspectiva filosófica.

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