II Colóquio de Mulheres na Filosofia - UFS

Não é novidade para ninguém a falta de representatividade de mulheres na Filosofia. É facilmente constatada seja na seção das estantes de livros sobre o assunto, no corpo docente dos departamentos e das pós-graduações de Filosofia de universidades públicas e particulares, na porcentagem desproporcional de discentes mulheres em relação à de discentes homens ou mesmo na bibliografia das disciplinas. Tampouco é novidade que essa falta de representatividade ainda hoje (e não tão raramente assim) pode ser vista não como fruto de uma repressão e silenciamento sistematizados e generalizados, impostos ao longo das eras, mas como “prova” de certa inépcia intelectual natural das mulheres para o fazer filosófico, consideração que muitas vezes vem acompanhada da velha redução da mulher à condição de objeto e mercadoria sexual. É difícil encontrar uma mulher que, num ambiente universitário esmagadoramente masculino como o de Filosofia, não tenha se deparado, ao menos uma vez, com alguma “piadinha” de desqualificação intelectual e/ou redução à condição sexual. Isso para falar dos seus pares, pois os livros de filosofia, majoritariamente escritos por homens, estão repletos de considerações abertamente misóginas.

 

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