Minicurso de extensão Estudos filosófico-feministas em quarentena
Compartilhamos a realização do minicurso de extensão Estudos filosófico-feministas em quarentena (32h) entre 18 de abril e 06 de junho de 2020, uma proposta de ensino e aprendizagem virtual não EAD, em parceria com o Instituto de Ciências Humanas da Universidade de Brasília, DF.
Para a Equipe docente e monitores, foi uma experiência inusitada em meio a uma situação inédita: reinventamos a nós mesmas e o programa de estudos regulares da disciplina de graduação Filosofia e Feminismo, que havia apenas iniciado em março e foi interrompida pela quarentena; prosseguimos tensionando conjuntamente a capacidade de selecionar e ressignificar conceitos potentes das pensadoras para compreender nossas vivências, comuns e incomuns, nestes tempos nebulosos. Foi e está sendo difícil, especialmente reunir as condições materiais de trabalho virtual para o ensino e os estudos numa universidade que, repentinamente, se tornou não presencial nesta pandemia ... para todos!
Pelos trabalhos discentes, que podem ser conferidos no site http://ich.unb.br/destaques/126-projeto-de-extensao-falas-ich-2 concluímos que o experimento valeu a pena - a alma não foi pequena!
Diana Maffía: “El feminismo es la crítica política más relevante y profunda”
La filósofa, docente, investigadora y referente feminista argentina habló sobre la reciente implementación de la Ley Micaela en el país latinoamericano, la Educación Sexual Integral y las políticas de género.
Lee la entrevista completa AQUÍ.
Ciclo de seminarios web "Filósofas pensando al mundo" · Sesión 4
Compartimos con ustedes la grabación de la cuarta sesión del ciclo de seminarios web "Filósofas pensando al mundo: ¿Qué mundo tenemos, qué mundo queremos?", que tuvo lugar el pasado 9 de julio. Organizado por la Red Mexicana de Mujeres Filósofas junto a UNESCO México, contó con el auspicio de nuestra Red de Mujeres Filósofas de América Latina.
Para ver la sesión, ingresa aquí: https://youtu.be/8Yuk7To2MuQ
Blas Radi: "El reconocimiento del trabajo intelectual de personas trans todavía está pendiente"
Blas Radi es coordinador de la cátedra de Estudios Trans, un proyecto de extensión de la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires que busca correr la voz sobre el trabajo intelectual trans y aportar a la promoción de un campo de desarrollo interdisciplinario.
Conoce más sobre ellxs AQUÍ.
Entrevista exclusiva: Carolina Araújo [portugués]
Carolina Araújo es profesora de Historia de la Filosofía Antigua en el Departamento de Filosofía de la Universidad Federal de Río de Janeiro, investigadora del Consejo Nacional de Investigación (CNPq), presidenta de la Asociación Latinoamericana de Filosofía Antigua y administradora de la Red Brasileña de Mujeres Filósofas. Ha publicado varios artículos sobre Platón y, más recientemente, sobre mujeres en filosofía en Brasil.
Carolina Araújo é professora de História da Filosofia Antiga do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisadora do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), presidente da Associação Latino-Americana de Filosofia Antiga e administradora da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas. Publicou amplamente sobre Platão e, mais recentemente, sobre mulheres na filosofia no Brasil.
Qual é a relevância da filosofia, e da filosofia antiga, hoje?
A filosofia é sempre urgente e sempre ameaçada. Quem me ensina isso são os filósofos antigos, a tradição que nos restou deles e aquela que se perdeu ao longo da História. A história da filosofia não é um estudo do que foi superado, ela é um estudo do nosso presente. O progresso, suposição a partir da qual se estabelece que teses possam superadas, é uma marcha em uma determinada rota. É natural ao pensamento seguir essa rota, mas também é natural que, ao trilhar uma só rota, ele chegue a um momento de obstrução, que os antigos chamavam de aporía. Buscar compreender o mundo é um exercício de desenvolvimentos e bloqueios. E quando os bloqueios ocorrem, é preciso voltar ao início. As questões precisam ser recolocadas, muitas vezes formalmente reformuladas, e por isso entender o nosso presente requer o exercício de olhá-lo de outro ponto de vista. Obras de outros tempos e espaços nos oferecem essa perspectiva insólita.
Veja o Brasil hoje: aqui e agora há um grupo poderoso que tem por meta fazer dos filósofos os inimigos do povo. Quem leu Platão sabe por quê: a filosofia é uma forma de resistência à demagogia e a formas de tirania que derivam dela. Algumas linhas dominantes na filosofia podem discordar dessa descrição. Isso porque, ao identificar-se como teóricas, por oposição a uma vertente prática da filosofia, alegam que o que fazem é uma atividade acadêmica de análise. Eu diria que, em parte, elas tomam essa posição precisamente porque rejeitam a história da filosofia como prática filosófica. O que a história da filosofia explica é que a academia é ela mesma uma importante forma de resistência à violência política; foi assim que Platão a pensou.
A filosofia importuna porque refuta, porque tem a verdade (ou os diferentes conceitos de verdade) como fim, e porque emprega procedimentos de associação singulares. Ela incomoda porque se configura como uma comunidade de agentes que deixam de seguir a ordem dada para se dedicar a formular hipóteses e testar novas respostas. Isso obviamente não pode ser feito como um movimento de massa, uma vez que requer participação ativa, mas pode ser feito com em uma escala bastante estendida. Por si só, porque é uma relação entre pares, uma associação igualitária, essa forma de organização desafia os que tentam concentrar o poder em suas mãos. A prática da filosofia é intrinsecamente anti-opressiva, ela constitui uma política diferente. É a análise filosófica ela mesma, com o seu rigor específico e sem compromissos extrínsecos a ela própria, que é um ato político de construção de um outro mundo. Isso é urgente, isso está ameaçado, sempre: na Atenas do século IV a.C., no Brasil de hoje.
Qual é a importância das mulheres na filosofia?
Se temos em mente que a prática da filosofia é uma atividade igualitária entre pares, a questão da minoria feminina é um problema para a própria filosofia, é uma questão filosófica. Isso é em geral pouco claro, mesmo às filósofas. Meu ponto de partida, como o de diversos colegas em vários países, foi estabelecer incontestavelmente não apenas a minoria das mulheres na filosofia no Brasil, mas também a sua exclusão ao longo da carreira de professor e pesquisador. O cenário de minoria é muito comum às ciências formais e naturais, como a matemática e a física, porém há uma diferença: essas áreas têm poucas mulheres já de partida e não excluem tanto ao longo da carreira como nós excluímos. Esse cenário de exclusão na carreira, por sua vez, é o caso de áreas afins à nossa, como a Educação e as Letras. Nelas, porque há um grande número de mulheres na graduação, esse número contrasta fortemente com a proporção de homens em núcleos de pesquisa e excelência. Ao conjugar os dois cenários, a filosofia é um híbrido, nós excluímos muito e não temos maioria de partida.
Procuro então mapear quais são as dificuldades que as mulheres encontram nisso que consideramos ser a específico à filosofia. Há casos extremos, como o assédio e a discriminação. Esses são muito graves e as instituições ainda vacilam, tanto em estabelecer um protocolo oficial de procedimento, quanto em seguir o protocolo que por ventura estabeleçam. Os números de denúncias, entretanto, apontam que esses casos não podem justificar tamanha desigualdade de gênero. Pode ser, claro, que ainda haja demasiadas denúncias silenciadas; mas é prudente buscar outras explicações.
Há uma coincidência de fatores que, para mim, desenha uma hipótese bastante plausível para explicar a questão. De um lado, nós temos uma tradicional atribuição majoritária às mulheres das funções de cuidado no âmbito da reprodução social. Entendo que isso é peculiarmente gritante no Brasil e se estende em diferentes graus aos demais países da América Latina. Verifico também que é particularmente grave em relação às mulheres negras: por exemplo, o fato de elas ainda hoje serem grande maioria das empregadas domésticas no Brasil é indicador social da sua tradicional associação às funções de cuidado. Do outro lado, está uma inserção da atividade filosófica nos padrões do capitalismo neoliberal, em que demandas quantitativas de produção cada vez mais elevadas tornam o ingresso nos postos de trabalho em filosofia o resultado de uma competição cada vez mais acirrada.
Associados, esses dois fatores têm, por exemplo, tornado inviável o ingresso de uma jovem mãe nesses postos. Já se pode identificar nos departamentos de filosofia em todo o mundo não apenas a minoria de mulheres, mas a quase extinção da filósofa-mãe. A escolha tem sido imposta às filósofas, e é natural que ela seja mais simples em sociedades em que a emancipação feminina esteja mais consolidada. A sociedade brasileira, porém, ainda educa mulheres pelo modelo social da maternidade e torna essa escolha bem mais difícil. Não obstante, não é isso que deve ser discutido; o ponto é que essa escolha não deve ser imposta a ninguém. É claro que determinadas profissões impõem certas restrições à vida pessoal, mas aqui se trata da exclusão de todo um grupo de profissionais qualificados em função de um fator que é natural aos seres vivos, a reprodução.
Contornar essa situação depende de inserir modificações dentro da comunidade filosófica. Aqui são necessárias, sim, mudanças de atitude. Eu acredito que essa seja a missão da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas, uma associação horizontal de profissionais de filosofia engajados em formular, debater, reunir forças, divulgar e expandir iniciativas que tratem da questão das mulheres na filosofia. Tenho dedicado meu tempo e minhas energias à consolidação da Rede. Entendo que ela é um presente para uma geração futura de filósofas e filósofos que hão de conseguir se reinventar para restaurar a prática igualitária que nos caracteriza.
Por que ler as filósofas?
Eu dizia há pouco que o modelo social da maternidade é ainda muito forte na educação de mulheres. Nesse quadro, a ausência do outro modelo social é também marcante: o modelo da filósofa. Nem todos os processos educacionais são racionais, eles são também afetivos, principalmente até a juventude. Uma estudante de Ensino Médio provavelmente sabe o nome de um filósofo, mas é muito raro que ela conheça uma filósofa, mais raro ainda que tenha lhe passado pela cabeça tornar-se uma filósofa. Essa falta de modelos inspiradores, de acesso a esses modelos, continua mesmo para quem cursa a graduação. Aqui está uma tarefa aos profissionais de filosofia: introduzir as obras das filósofas em suas aulas e em suas pesquisas, lê-las, discuti-las. E filósofas de vários lugares do mundo, de diferentes etnias, raças, oriundas de diferentes classes sociais e de diferentes momentos do tempo. Além disso – por que não? – resgatar o que podemos saber das filósofas cuja obra não nos chegou; estabelecer uma metodologia de história da filosofia para tirá-las do silêncio que a tradição lhe impôs. Nós resgatamos o pensamento dos pré-socráticos, por que não resgatarmos o de tantas outras pensadoras de que temos notícias?
Eu tenho me dedicado ao resgate da obra de filósofas em duas ações. Coordeno o Quantas Filósofas?, um projeto de extensão da UFRJ em que alunos de graduação pesquisam e escrevem sobre filósofas. É assim que procuro inserir a questão no curso de filosofia. Também participo da equipe editorial do Blog Unicamp Mulheres na Filosofia, que convida pesquisadores de destaque a escrever verbetes sobre filósofas e questões de feminismo. Esses verbetes têm um formato que facilitam o seu uso em sala de aula, mesmo no Ensino Médio, além de indicarem fontes para impulsionar novas pesquisas. Isso é um pouco do que eu tenho feito, mas há muitas outras grandes filósofas ocupadas com a mesma questão, no Brasil, na América Latina, no mundo. Fico muito contente com a conexão em rede que estamos construindo. Acho que isso é muito importante para as mulheres, e ainda mais importante para a filosofia.
¿Hay espacio para pensar en tiempos pandémicos?
Cristián Warnken conversa en su podcast “Desde el jardín” con la filósofa y escritora chilena Carla Cordua, Premio Nacional de Humanidades y Ciencias Sociales (2011).
Escuchalo AQUÍ.
Despedimos a María Lugones
Con mucho dolor, comunicamos el fallecimiento de la feminista, investigadora, profesora y activista argentina, María Lugones.
Sus aportes en la teoría feminista fueron fundamentales y la recordaremos siempre con mucho cariño y respeto.
En este link, compartimos con ustedes una interesante entrevista con la filósofa del 2019.
Marcela Rivera Hutinel: “Para las mujeres, el propio hogar resulta más peligroso que la vía pública"
En una interesante entrevista, la Doctora en Filosofía y académica de la Universidad Metropolitana de Ciencias de la Educación (UMCE) habla sobre el agravamiento de la situación de las mujeres vulneradas en el contexto de pandemia.
Lee la entrevista completa AQUÍ.
Dossier: Mujeres y disidencias en la pandemia
Estudiantes de la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires impulsaron la iniciativa de un observatorio social para visibilizar la situación de la realidad de millones de mujeres y disidencias durante la crisis sanitaria, económica y social por la pandemia de coronavirus en Argentina.
Lee más ingresando AQUÍ.
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Ciclo de seminarios web "Filósofas pensando al mundo" · Sesión 3
Compartimos con ustedes la grabación de la tercera sesión del ciclo de seminarios web "Filósofas pensando al mundo: Otras dinámicas económicas, nueva normalidad", que tuvo lugar el pasado 2 de julio y que fue organizado por la Red Mexicana de Mujeres Filósofas, UNESCO México y contó con el auspicio de nuestra Red de Mujeres Filósofas de América Latina.
Para ver la sesión, ingresa aquí: https://youtu.be/ampQW3sc9uM
Seminario web “Filósofas pensando al mundo”: ¿Qué mundo tenemos, qué mundo queremos?
Te invitamos a participar este jueves 9 de julio de un nuevo seminario web, "Filósofas pensando al mundo: ¿Qué mundo tenemos, qué mundo queremos?", organizado por la Red Mexicana de Mujeres Filósofas, UNESCO México y con el auspicio de nuestra Red de Mujeres Filósofas de América Latina.
Para anotarte, clic aquí: https://bit.ly/2AYwQxN
Entrevista exclusiva a Xiomara Bu
Xiomara Bu es una poeta y filósofa hondureña, reconocida docente de la carrera de Filosofía en la Universidad Nacional Autónoma de Honduras (UNAH). Entrevistamos en exclusiva a Xiomara acerca del rol de las mujeres en la filosofía, la discusión filosófica contemporánea en general y la filosofía latinoamericana en particular.
¿Cuál cree usted que es la relevancia de la enseñanza de la filosofía a les jóvenes de hoy?
En el actual mundo globalizado y donde los imperativos de los modelos económicos han priorizado el mundo de los hechos vinculados a criterios de rentabilidad, hemos podido presenciar el decaimiento de la reflexión filosófica, a punto tal de negársele la razón de ser y sumado a ello el alejamiento de la realidad concreta, sobre todo su posicionamiento ante los problemas cruciales que atraviesa la humanidad en contextos de crisis, sean estas de orden político económico o a raíz de epidemia, como la que estamos viviendo en la actualidad.
Nuestra ubicación geopolítica, Honduras, en la región Centroamericana, viene evidenciando una problemática de falta de gobernanza, altos niveles de corrupción, ilegitimidad en la conducción de los poderes del Estado, pero asociado a ello la prohibición de la protesta o el ir en contra de lo que dicta del gobierno, so pena de ser sancionado, castigado/a o desaparecido como sucedió en la denominada década perdida de los años ‘80, cuando prevalecía la doctrina de la seguridad nacional. La conciencia crítica queda relegada y cuestionada y en los ámbitos académicos queda el atisbo de conciencias intramuros. Hoy más que nunca se requiere ese despertar, pero hay bloqueo al respecto, hay miedo de enfrentarse a las estructuras de poder.
En pleno siglo XXI no se define bien la separación del Estado Laico del sector e influencia de la religión en la toma de decisiones, tanto en la conducción estatal como en los ámbitos académicos. Hay una ausencia diríamos casi completa de la posición crítica ante los problemas que alza el presente siglo. No hay interés de cambiar la enseñanza de la filosofía y persiste aún el abordaje de problemas que no se vinculan a los retos donde la racionalidad crítica debería estar siendo cultivada en la mente de los y las jóvenes. La filosofía en su enseñanza sigue inmersa en los paradigmas de la tradición, hay temor a atreverse a pensar. En el drama de la existencia, el olvido del ser se refugia en concepciones orientales que en contextos del país donde se vive quedan como reservorios exóticos.
¿Cómo ve la situación de las mujeres cis y transexuales que trabajan en el área de filosofía en su país de pertenencia?
En relación con esta pregunta, son pocas las mujeres que logran devenir como docentes una vez que han cumplido sus requisitos, el mayor número de egresados son varones y son estos los que al final se instalan como docentes o logran el patrocinio de becas para salir al extranjero.
El reconocimiento de la diversidad es un tópico ausente, no se visibilizan este tipo de relaciones entre mujeres cis o transexuales. Actualmente la participación de mujeres jóvenes inscritas a estudiar en la carrera de filosofía ha aumentado en cantidad, sin embargo prevalecen modelos patriarcales muy fuertes, lo que induce al silencio de las jóvenes que ingresan.
¿Qué tópicos considera acuciantes para la discusión filosófica hoy en día? ¿Cómo cree que podría instrumentarse una revisión del canon filosófico para darle más visibilidad a las mujeres filósofas pertenecientes a su país y también a nivel global?
El abordaje de la violencia basada en género empieza a ser visibilizada en el campus universitario, pero la reflexión y análisis crítico está ausente en la carrera de filosofía, es desde la sociología y la cátedra de estudios de la mujer donde se realizan dichos abordajes. En el contexto actual desde la filosofía política no se visibiliza y mucho menos se expone. El feminismo es muy cuestionado por las autoridades que ostentan los cargos directivos desde la escuela de filosofía y conducción del pensum curricular. La crisis política de falta de gobernanza no se expone, se evidencia la ausencia de la reflexión filosófica ante los temas cruciales del siglo en curso.
Dar más visibilidad es un gran reto y la tarea más fuerte la tiene la generación de jóvenes que optaron por entrar a la carrera de filosofía en contextos complejos y con un fuerte predominio de misoginia y desvalorización de las mujeres.
¿Qué filósofas latinoamericanas lee habitualmente o ha leído y nos puede recomendar como referentes de la región o de su país?
Desde mi perspectiva ahora como docente jubilada, pero sí en relación siempre con la Universidad Nacional a través del área de vinculación con sociedad civil, estoy más enfocada en las mujeres filósofas del campo de la ética y bioética como del feminismo. Algunas no propiamente filósofas, pero que por lo menos plantean reflexiones interesantes para nuestra región. En el país está la escritora y filósofa Irma Becerra, lamentablemente poco conocida su obra.
¿Cuál/es cree que es/son el/los impacto/s central/es de la actual pandemia sobre las mujeres?
La actual pandemia ha permitido visibilizar los constantes procesos de deshumanización existentes, la corrupción y sobre todo la violencia basada en género que sigue a la orden del día. Las organizaciones feministas y otros colectivos de mujeres junto con agencias internacionales abogan para frenar estas situaciones articulando acciones con los entes de seguridad y la fiscalía de la mujer. La situación de grupos de mujeres trabajadoras del sexo y mujeres trans es desgarradora, ya que ni las necesidades básicas pueden satisfacer. En la economía del hogar el impacto es muy fuerte, sobre todo en el trabajo informal. Si bien las medidas restrictivas del gobierno son necesarias como el aislamiento social, la realidad cuando hay hambre y desesperanza sobrepasa y la exposición al virus es mayor.
Filósofa del mes: Amelia Valcárcel
Amelia Valcárcel y Bernaldo de Quirós (Madrid, 16 de noviembre de 1950) es una filósofa española. Durante tres décadas fue docente en la Universidad de Oviedo y actualmente es Catedrática de Filosofía Moral y Política de la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED). Su formación inicial estuvo centrada en la Filosofía analítica, pero más tarde dedicó sus primeros trabajos al Idealismo alemán, doctorándose en 1982 con una tesis acerca de Hegel.
Tiene una amplia labor docente e investigadora: ha dirigido, coordinado y presidido seminarios y congresos, ha participado en diferentes proyectos de investigación sobre filosofía, valores y posición de las mujeres. En 1977 formó parte de la primera Junta directiva de la Sociedad Asturiana de Filosofía. También ha formado y forma parte de jurados de investigación nacionales e internacionales, así como de consejos de redacción de varias revistas y colecciones editoriales.
Su vida académica tiene dos vertientes: la filosofía y el feminismo. Con varias obras relevantes y algunas traducidas a otros idiomas, sus primeras publicaciones estuvieron dedicadas a Hegel, al idealismo alemán, a los conceptos clave de la filosofía política y a la capacidad de la filosofía para establecer y normar los géneros sexuales. Se la considera, dentro del feminismo filosófico, parte de la corriente de la igualdad. Trabaja en estrecho contacto con Celia Amorós y Victoria Camps. Colaboró repetidamente en el Seminario de Antropología de la Conducta dirigido por Carlos Castilla del Pino.
Irrumpió en el pensamiento español con la tesis Derecho al mal (1980). Trabajó con posterioridad la heterodesignación «mujer», el concepto de poder, el concepto de igualdad, y su papel en la génesis del pensamiento moderno. Más tarde investigó los temas clásicos de ontología en el intento de fijar la ontología de la modernidad y sus pensamientos de referencia. Posmodernidad, secularización, declive de la explicación religiosa del mundo y aparición de la ética moderna son los puntos nodales de su pensamiento. El rasgo que define su pensamiento feminista es el tematizar el feminismo dentro de la historia canónica de la filosofía política. El libro en que realiza su más nítida aportación a la teoría feminista y su cronología es «Feminismo en el mundo global» (2008), al que siguió en 2010 «La memoria y el perdón», una investigación en la historia de las ideas morales.
En 2015 fue incluida en la lista de los 50 intelectuales iberoamericanos más influyentes elaborada por esglobal de la Fundación para las Relaciones Internacionales y el Diálogo Exterior (FRIDE).


